Anexo III – ASI

Gerência Rodoviária

A Gerência Rodoviária constitui-se atualmente em importante ferramenta do Administrador para traçar a forma mais eficaz da aplicação dos recursos públicos disponíveis, nas rodovias que necessitam de recuperação em diversos níveis de intervenção, de sorte a responder às necessidades dos usuários dentro de um plano estratégico que garanta o alcance de um maior número de quilômetros recuperados.

O DNIT, através de sua Área de Planejamento Rodoviário, desenvolveu um Sistema de Gerência de Pavimentos, com base em critérios estritamente técnicos, abrangendo uma rede rodoviária pavimentada de aproximadamente 53.000 km.

A Gerência de Pavimentos é alcançada através da utilização de um programa informatizado – SGP 2007 – que trabalha com as informações de um Banco de Dados onde estão armazenadas todas as características relevantes de cada segmento rodoviário, tais como tipo e estrutura do pavimento, tráfego, condições estruturais (deflectometria), condições de superfície (defeitos existentes) e condições de rolamento (irregularidade), bem como dados de localização por coordenadas e geometria.

A Gerência de Pavimentos, através do SGP 2007, aliada aos programas desenvolvidos pelo Banco Mundial e parceiros, HDM-4, pode traçar um Plano Gerencial capaz de permitir ao Governo Federal optar por uma atuação que permita uma condição de uso mais favorável, mediante a elevação do conforto e segurança dos usuários.

Basicamente, o Plano consiste na adoção e desenvolvimento de intervenções planejadas, que alcancem uma conservação, revitalização ou restauração das rodovias, em substituição aos métodos clássicos e convencionais que demandam maior alocação de recursos e, portanto, menor percentual de recuperação da malha.

Para alcançar os fins colimados, o Banco de Dados necessita ser constantemente atualizado e consolidado, uma vez que a dinâmica de variação das condições dos pavimentos é bastante heterogênea, função das diversas condições de deterioração ou melhoria das rodovias. Para alcançar a atualização dos dados são executados periodicamente levantamentos de campo, através de campanhas de levantamentos das condições de pavimento em toda a rede ou em trechos específicos. Os dados levantados são então consolidados e introduzidos no Sistema.

Para o caso de análise de custos de obras de infra-estrutura viária o DNIT possui uma ferramenta bastante interessante e eficaz que é o sistema informatizado SICRO 2, disponibilizado no site do DNIT para qualquer empresa interessada acessar.

 O SICRO 2 apresenta o resultado dos estudos desenvolvidos na revisão, atualização e complementação dos Manuais de Custos Rodoviários, editado em 1972 e 1980, e a adequação do sistema informatizado SICRO ao novo manual. Nele estão incorporados os estudos desenvolvidos e as contribuições recebidas pela então Gerência de Custos Rodoviários, após a realização de seminários na sede do órgão em Brasília, com as demais equipes do Departamento e a comunidade rodoviária em geral. No cálculo dos custos, levaram-se em consideração as novas tecnologias e os atuais métodos construtivos rodoviários, entretanto, faz-se necessário ressalvar que essa atualização deverá constituir-se dinâmica, tendo em vista o contínuo desenvolvimento da tecnologia e da economia do país.

 O SICRO tem por finalidade estimar o custo da execução de serviços de construção, conservação e sinalização rodoviários em diversas unidades da federação. Os serviços rodoviários são descritos no sistema pelos quantitativos necessários de equipamentos, materiais e mão-de-obra para a execução de uma unidade de produção do serviço e mensalmente são pesquisados os preços desses insumos para apurar o custo dos serviços.

 O SICRO, além de fornecer informações detalhadas sobre serviços rodoviários, permite a análise de orçamentos para projetos rodoviários definidos pelos usuários.

 Objetivo do SICRO2

 O SICRO tem como principal objetivo estimar custos para as principais atividades e serviços de referência. Como produtor de valores de referência, as informações armazenadas em seu banco de dados são, particularmente, úteis para a elaboração de orçamentos para projetos rodoviários ou para análise de preços de serviços rodoviários.

Para realizar seu objetivo principal, o SICRO2 mantém um catálogo de informações sobre os equipamentos, os materiais e a mão-de-obra utilizados em serviços rodoviários e afins. Estas informações são continuamente atualizadas e coladas disponíveis aos usuários do sistema, através de consultas e de relatórios.

 Também é mantido pelo SICRO2 e oferecido aos usuários, o cadastro de estabelecimentos que participam da pesquisa de preços do sistema, detalhando sua localização e formas de contato.

 Requisitos do Sistema

 As funções do SICRO2 estão agrupadas em 4 sistemas, todos funcionando de forma integrada numa arquitetura multiusuária do tipo cliente-servidor em ambiente Microsoft / Windows, com o Sistema Gerenciador de Banco de Dados MS-Visual FoxPro 3.0. O SICRO2 está integrado à rede “intranet”, do DNIT, permitindo o pleno manuseio de suas informações.

 O SICRO2 utiliza uma interface gráfica para as interações do usuário, onde os comandos de ação serão condicionados por opções selecionadas através de marcação em botões de seleção. A função de auxílio ao usuário está disponível em todas as telas do sistema através de botões ou da tecla de função F1, tudo de forma sensível ao contexto. O acesso aos dados, também, pode ser efetuado através de relatórios compostos com subconjuntos das tabelas do sistema. Todos os relatórios do sistema podem ser impressos em qualquer impressora ligada ao MS/Windows ou visualizados na tela do equipamento. O SICRO2 permite, ainda, a gravação dos relatórios em meio magnético para serem transportados e manuseados em outros ambientes de processamento de dados. O SICRO2 reconhece três grandes classes de usuários, atribuindo privilégios diferenciados: usuário do sistema, colaborador do sistema e gestor do sistema. O usuário do sistema pode fazer consultas aos dados mantidos pelo sistema. O colaborador do sistema pode manusear as tabelas de preços pesquisados, além de consultar a base de dados. O grupo denominado de gestor do sistema tem acesso ilimitado às tabelas do SICRO2, podendo utilizar todos os tipos de consulta e de transações para a atualização dos dados.

 O SICRO2 define os custos de referência para as atividades e serviços rodoviários através de um processo gradativo de composição de valores. O primeiro cômputo do SICRO2 é executado no sistema de pesquisa de preços para determinar o preço unitário dos elementos pesquisados, equipamentos, materiais e mão-de-obra, e dos equipamentos montados com a utilização do menor preço pesquisado na unidade geográfica. A seguir, o SICRO2 efetua o cálculo do custo horário de equipamentos, incorporando ao custo dos equipamentos, os custos operacionais com o pessoal e materiais (combustíveis e lubrificantes). No próximo passo utiliza esta informação em conjunto com os demais preços unitários para compor o custo das atividades auxiliares. O conjunto de todas as informações calculadas é, então, utilizado para calcular os serviços de referência. Finalmente, o conjunto de custos das atividades auxiliares e dos serviços de referência pode ser extraído do banco de dados para ser analisado em planilhas de cálculo, do tipo XLS do MS/Excel 4, conforme quadro de quantidades previamente definido para o orçamento de projetos ou para análise de padrões que caracterizem o quilômetro tipo em rodovias selecionadas.

 HDM 4

O programa HDM-4 foi idealizado para a análise econômica de rede rodoviária para investimentos com restrição orçamentária, buscando atingir a maior extensão possível, visando o maior retorno através do Valor Presente Líquido dos diversos cenários estudados, dentro de um horizonte de projeto (por exemplo, 20 anos), podendo analisar diversas alternativas de intervenção para cada célula, indicando a época para a realização dos investimentos, tendo como objetivo final a melhor condição da rede no final do horizonte de projeto.

São dados de entrada para a rodada do HDM-4 as condições atuais dos pavimentos das rodovias, obtidas no Banco de Dados para cada célula (extensões, estrutura, volume de tráfego, defeitos, irregularidade, deflectometria, geometria – largura de pista, largura de acostamentos, declividades médias, índice de curvatura, etc. – condições climáticas, de topografia, idade do pavimento, idade da última restauração, etc.), dados da frota nacional (tipo de veículos, peso, custos de aquisição e de manutenção, custo do combustível), as políticas de intervenção (tipo de manutenção ou restauração e custo) e os cenários de investimento.

Os resultados do HDM-4 são traduzidos nos tipos de intervenção para cada segmento, custo e época, dentro de um cenário de investimentos. Cabe aqui salientar que este programa é de uso obrigatório para obtenção de investimentos do Banco Mundial.

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